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Sarampo, pólio, rubéola e difteria voltam a ameaçar o país

O sarampo voltou. O Brasil – que tinha se livrado da infecção desde 2016, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) – já registrou 995 casos de pessoas com a condição em Roraima e Amazonas desde o dia 1º de janeiro até 23 de maio. E essa não é a única novidade: doenças erradicadas como poliomielite, rubéola e difteria, todas com vacinas para prevenção disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), estão voltando com tudo e preocupando as autoridades sanitárias e profissionais de saúde.

 

A queda na cobertura vacinal no país, que começou a acontecer também em 2016, está contribuindo para que doenças erradicadas ameacem a saúde pública brasileira. O próprio Ministério da Saúde, por meio de comunicado, destacou que essa realidade acende o que chamou de “luz vermelha”.

 

No caso do sarampo, surtos da condição foram identificados este ano no Amazonas, Roraima, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro. Em Manaus, um bebê de sete meses morreu no último dia 28 , depois de ter febre, manchas na pele, tosse e coriza.

 

Além disso, em junho, o Ministério da Saúde alertou sobre o alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras, por conta da baixa adesão à imunização, com apenas 50% das crianças vacinadas.

 

A doença, que causou por décadas milhares de casos de paralisia infantil, era considerada erradicada no continente desde 1994 e no país desde 1990. A condição ainda é endêmica em três países – Nigéria, Afeganistão e Paquistão.

 

Baixa cobertura vacinal prevê volta de doenças erradicadas

 

Em todo território nacional a aplicação das vacinas do calendário adulto se mostrou abaixo da meta elaborada pelo Ministério da Saúde – incluindo a dose que protege contra o sarampo.

 

Entre as crianças, a situação não é muito diferente. Em 2017, apenas a BCG, que protege contra a tuberculose e é aplicada ainda na maternidade, atingia a meta de 90% de imunização.

 

Diante deste cenário, a Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) também faz o alerta sobre a importância da vacinação, e defende uma taxa de imunização de 95% do público-alvo para cada tipo de vacina.

 

Confira as principais doenças que ensaiam um retorno ao Brasil caso as taxas de vacinação não sejam ampliadas.

 

Sarampo

 

Em 2017, países vizinhos sofreram com surtos de sarampo , principalmente a Venezuela, que deixou de imunizar a população por questões políticas e econômicas. O governo brasileiro chegou a alertar sobre o risco da doença e reforçou o aviso sobre a importância de tomar a tríplice viral, vacina que protege contra a infecção e outras duas doenças: caxumba e rubéola.

 

Oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a proteção deve ocorrer na infância, e em duas doses: com 12 e 15 meses. Na segunda dose, a vacina também protege contra a varicela, infecção viral que causa a catapora.

 

No entanto, a segunda dose da vacina não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal desde 2012.

 

Essa é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

 

Os sintomas incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

 

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

 

Poliomielite

 

De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco , com exceção apenas de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal.

 

Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

 

A doença é prevenida por duas vacinas: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada oralmente aos 2,4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos; e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetada aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

 

Contudo, das vacinas que as crianças de dois e quatro meses devem receber, a de pólio é a única que não ultrapassa 85% de vacinados nas duas doses, conforme dados do Datasus.

 

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

 

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

 

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

 

Difteria

 

Em abril, a OMS também notificou surtos na Venezuela e no Haiti de difteria, que causa dificuldade de respirar. Na Venezuela, 142 pessoas já morreram da doença desde 2016. No Brasil, seis casos suspeitos da doença relatados neste ano aguardam confirmação.

 

Doença transmissível aguda causada por bacilo que frequentemente se aloja nas amígdalas, na faringe, na laringe, no nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A presença de placas branco-acinzentadas, aderentes, que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas é a manifestação clínica típica da difteria.

 

A transmissão acontece ao falar, tossir, espirrar ou por lesões na pele. Portanto, pelo contato direto com a pessoa doente. O período de incubação da difteria é, em geral, de um a seis dias, podendo ser mais longo. Já o período de transmissibilidade dura, em média, até duas semanas após o início dos sintomas.

 

Rubéola

 

Por ser uma doença prevenida com a mesma vacina que protege contra o sarampo, a tríplice viral, a rubéola também pode voltar a atingir os brasileiros.

 

A doença aguda, de alta contagiosidade, é transmitida pelo vírus do gênero Rubivirus. No campo das doenças infectocontagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está associada à síndrome da rubéola congênita, que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação.

 

A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto) e para os recém-nascidos, como surdez, malformações cardíacas e lesões oculares.

 

Os sintomas da rubéola, que também é uma das doenças erradicadas no Brasil, incluem febre baixa e inchaço dos nódulos linfáticos, acompanhados de exantema. A transmissão acontece de pessoa para pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

 

Diretoria de Comunicação

 

Fonte: www. panoramafarmaceutico.com.br

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