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Ministério Público Federal cobra municípios sobre risco de retorno da poliomielite

Vários municípios brasileiros com alto risco de retorno da poliomielite foram oficiados pelo Ministério Público Federal. O órgão pede para que essas cidades, que têm menos de 50% das crianças protegidas contra a pólio, adotem as medidas necessárias para garantir o aumento da vacinação contra a doença. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é imunizar no mínimo 95% para evitar novos casos.

 

"A estratégia deve ser adotada em curtíssimo prazo", afirmou a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Drupat. O descumprimento das recomendações, segundo ela, pode se enquadrar em improbidade administrativa e desrespeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

No ofício, a Procuradora ainda recomenda ampliar o horário de funcionamento das salas de vacina, o que ajuda pais que trabalham em período integral. Pede também que profissionais da atenção básica, incluindo agentes comunitários, façam trabalhos para identificar crianças com a carteira de vacinação atrasada.

 

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa causada por vírus (poliovírus). Ela geralmente ocorre em crianças de até 5 anos, mas pode surgir em adultos que não tomaram a vacina.

 

Além da flacidez dos músculos dos membros (parcial ou total) que pode levar à paralisia, o vírus também pode atingir os músculos respiratórios, gerando uma parada respiratória.

 

O vírus da poliomielite, encontrado na corrente sanguínea, primeiramente atinge o intestino e pode chegar ao sistema nervoso. A transmissão ocorre principalmente pela água não tratada, alimentos mal lavados, além das fezes e secreções dos contaminados (espirro, tosse, saliva, etc.).

 

A prevenção da doença é feita através da vacina oral (2 gotas) e da injeção. É muito importante a vacinação em crianças de até 5 anos, a qual é feita em quatro ou cinco doses. Ela possui uma eficácia de 95% e combate o vírus por um longo período de tempo.

 

Em 2016, os centros de saúde promoveram a campanha nacional de vacinação contra diversas doenças, entre elas: poliomielite, tuberculose, rotavírus, sarampo, rubéola, coqueluche, caxumba, HPV, entre outras.

 

O último caso de pólio registrado no País foi em 1990.

 

Diretoria de Comunicação

 

Foto: Imagem/Internet

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